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Às Cavalitas do Vento

Seg | 10.07.17

Páginas Salteadas | mexilhões com amor-próprio


"Costumas cozinhar para ti a tua refeição favorita"? Sim, minha deusa de Luz. E hoje preparei um dos meus pratos favoritos de coração cheio e com os pensamentos demorados em ti, Rute. Porquê? Porque há um ano abri as janelas do meu coração, para receber esse teu fulgor transformador, e descobri que só o amor, em todas as suas extensões e formas de expressão, tem a varinha de condão encaminhada para o infinito. Aninhaste-te em mim enfeitada de claridade e eu só peço ao universo que me incendeie todos os dias com o teu brilho de mulher-guerreira. Ao Simplifica a Tua Vida, o teu mantra para a felicidade, devo a paz e a cura que nas minhas águas navegam. Não há turbulência e as velas do meu navio agitam-se, finalmente, à boleia das canções do vento que sei de memória. E em gratidão me enlevo, por sentir-te brisa, fogo e chuva no meu convés.

Lembraste de me teres confidenciado que se pudesses engarrafavas o cheiro da praia, para andar sempre contigo? E que o teu sabor predileto é o dos morangos vermelho-vivo acabados de colher? Daqueles doces e sumarentos? É neles que para ti vive a recordação de uma felicidade tamanha e de uma fonte de desejos que nunca se evapora. Cos(z)i os sentidos, fiz uma manta de retalhos de palavras e lancei ao mar promessas de equilíbrio. Graças ao teu chamamento de sereia, mergulhei no meu corpo e harmonizei-o. Deixei de “vestir a energia do lado do avesso”, como me ensinaste. E no meu jardim a esperança germinou.


Se almejam o bem-estar e a libertação de pensamentos tóxicos, a Rute Caldeira tem a alquimia que, em vós, brisas, pode agora parece-vos ausente. Mas todos nós somos colibris, que, mesmo nos instantes-temporal, encontram um farol de alegria no horizonte. Estas duas receitas querem-se cordas marítimas, que vos guiarão de volta ao porto dos milagres. Sempre.

Mexilhões com Amor-próprio 
1 noz de manteiga de soja
2 dentes de alho picados
1 chalota aos cubinhos
1 mão-cheia de tomilho fresco picado da nossa horta biológica
1 mão-cheia de salsa orgânica picada
1 folha de louro
Sal fino dos Himalaias [Maria Granel] e pimenta-preta acabada de moer
1 kg de mexilhões limpos
250 ml de cerveja preta
50 ml de natas de coco bio
Orégãos q.b.
Pack de fruta e legumes desidratados morango e lima [Um Grama]

Elixir das Deusas de Luz (Água aromatizada)
Água fresca
Sumo de um limão
Morangos
Laranjas
Dois paus de canela
Hortelã da nossa horta biológica
Tomilho-limão edição limitada Ninho do Vento [Maria Granel]

Ao jeitinho do Ninho do Vento

Para começar, o ingrediente que não deve faltar no caldeirão dos paladares inebriados é o amor pelas pequenas coisas; as que são tão nossas e aquelas que nos inspiram sem aviso prévio (e ainda bem que não se fazem anunciar). De seguida, derretam a manteiga de soja numa frigideira grande. Adicionem as chalotas e esperem até que elas adquiram a transparência ideal. Recolham metade do tomilho e da salsa, e a folha de louro, e juntem ao vosso caldo mágico. Polvilhem agora com uma pitada de sal e de pimenta-preta moída. Sentem o odor a maresia que invade a vossa cozinha? Já me sinto a viajar pelo mundo.

Chegou o momento de adicionarem os mexilhões frescos e a cerveja Guiness à frigideira. Deixem levantar fervura, reduzam o lume e vedem. Deixem ao lume entre três a cinco minutos. Tenham em atenção a espécie de bivalve que adquirem: no caso de estarem a cozinha com moluscos de dupla concha, retirem do calor apenas aqueles que abriram. Para finalizar, acrescentem as natas de coco, assim como o resto do tomilho e da salsa. Provem o molho e retifiquem o tempero, para que fique ao vosso gosto por inteiro.  

Sugestão de empratamento: Um prato largo, que se assemelhe a uma versão para sopa, de preferência com tons de azul cristalino e apontamentos marítimos. Podem servir esta iguaria recheada de amor-próprio com pão escuro, mais ácido, e manteiga de soja com flor de sal.


«Liberta-te do medo, escuta o teu coração, abdica do controlo e sai da tua mente. Experimenta! Neste segundo passo, a ideia é experimentares mover-te fora do medo. Experimenta mover-te da forma que os sonhos te fazem mover, da forma que a paixão te faz mover, experimenta mover-te pela força do teu coração, com aquele impulso inexplicável de quem decidiu ser e fazer o que tem vontade, sem pensar nos "ses", experimenta mover-te pela intensidade de quem vive no agora liberto do amanhã, pela verdade das tuas mais secretas vontades. Move-te e dança com a liberdade, move-te e dança contigo mesmo, move-te e dança com a vida.»
 
Assim o farei, minha Rute. Namastê!



Acompanhem as receitas das restantes bloggers do projeto Páginas Salteadas:
Catarina Sousa, Joan of July
Vânia Duarte, Lolly Taste
Andreia Moita, Andreia Moita Blog

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