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Às Cavalitas do Vento

24.06.19

Páginas Salteadas | Scones de queijo e alecrim de Eleanor Oliphant

“No final, o que realmente importa é isto: eu sobrevivi.” Uma passagem que poderia perfeitamente resumir a crua, desajustada, inconstante, imprevisível, comovente e desarmadamente humana história de Eleanor Oliphant, a protagonista de “A Educação de Eleanor”, obra de Gail Honeyman, vencedora do Costa First Novel Award 2017 para melhor romance de estreia e dos British Book Awards para Livro do Ano, e ainda estrela da Feira do Livro de Frankfurt em 2015. Com subtileza e (...)
18.03.19

Páginas Salteadas | O Diário de Anne Frank e a compota de morango, noz-moscada e tomilho-limão Opekta

  “Apercebi-me finalmente de que tenho de continuar a estudar para não ficar ignorante, para subir na vida, para vir a ser jornalista, pois é isso que quero! Sei que tenho jeito para escrever. Algumas das minhas histórias são boas, as minhas descrições do Anexo Secreto são engraçadas, grande parte do meu diário é enérgica e viva, mas… resta saber se tenho realmente talento. (...) Quando escrevo, consigo libertar-me das preocupações. A minha dor desaparece, o meu (...)
22.10.18

Páginas Salteadas | Tagliatelle Ferrante al dente, uma viagem napolitana

  É através de um prólogo cru, despido de assombro, desassossego e agitação – pelo menos por parte de Lénu, que rapidamente percebemos que, para além de envergar o papel de narradora, é uma das personagens centrais da história – que começa a desenrolar-se o novelo do primeiro volume da tetralogia napolitana de Elena Ferrante (seguem-se História do Novo Nome, História de Quem Vai e de Quem Fica e História da Menina Perdida, todos editados pela Relógio d’Água). A (...)
16.09.18

Páginas Salteadas | Bolo de laranja e alfarroba al Tetuão

  "De certa maneira, fazia-me recordar eu própria nos primeiros anos no ateliê da rua Zurbano, quando a minha obrigação era simplesmente correr de um lado para o outro fazendo recados e entregando encomendas, transpirando pelas ruas, ágil e despreocupada como um jovem gato vadio, distraindo-me com qualquer pequeno entretenimento que me permitesse roubar uns minutos à hora de regresso e demorar o mais possível o encerramento entre quatro paredes. A nostalgia ameaçou dar-me uma (...)
18.06.18

páginas salteadas | o pão que a Amazona amassou

    Quando tiverem vontade de soltar o Grito do Ipiranga e sacudir as energias sem samba no pé, experimentem deitar as mãos na massa e recriar o pão que a Amazona amassou, que é como quem diz confecionar a receita de pão de açaí do Páginas Salteadas de junho, inspirada no livro da coleção Uma Aventura: Na Amazónia. Quero ouvir dizer "ai caraca"! E se sentem que precisam de amansar a fera que ruge dentro da vossa alma e que tanto anseia desbravar a selva urbana, refresquem-se com
22.05.18

Páginas Salteadas | Scones de laranja com sardas de cacau e a frágil doçura do primeiro amor

 "- Só queria dizer que... Eu também quero ser a última pessoa a beijar-te... Isto soa mal, tipo ameaça de morte ou sei lá. O que estou a tentar dizer é que tu és a tal. Eu fico-me por aqui."   Misfits. Para além de ser o nome de uma das minhas bandas de horror punk de eleição, é também a definição que melhor descreve a minha profunda, e algo nostálgica, inadaptação juvenil. Nunca vesti a pele de cool kid, não fui a rapariga popular por quem todos os rapazes da (...)
18.12.17

Páginas Salteadas | Chocolatus instantâneus

"Não são as nossas capacidades que mostram o que realmente somos. São as nossas escolhas". A frase cinzelada no tempo por Albus Dumbledore no meu livro favorito da saga Harry Potter, A Câmara dos Segredos, é, até hoje, aquela que mais me fala ao coração. Tê-la visto ser proferida numa ampla tela de cinema, em 2002, por Richard Harris, o diretor da Escola de Magia e Feitiçaria Hogwarts que a minha visão interior idealizou, teve um impacto transcendente em mim.  Ainda hoje (...)